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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro (1)

Acabo de ler a CONFISSÃO DE LÚCIO de Mário de Sá-Carneiro. Quase de supetão. Parece que M. Sá-Carneiro mistura muito do que era a sua história com muito do que seria o seu futuro. Sem o saber? Será assim?. Este livro foi considerado por José Régio uma obra-prima, onde estão presentes três das suas obsessões: o suicídio, o amor e o anormal avançando até à loucura.
Obra complexa, a merecer, por isso, uma melhor análise. A Fundação das Casas de Fronteira e Alorna vai realizar, pelo Grupo de Leitura dedicado à Narrativa Portuguesa dos Princípios do Séc. XX, a leitura desta obra, o que acontecerá no dia 19 do corrente, pelas 21h30, no Palácio Fronteira.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O mundo de Sophia de Mello Breyner

Segundo notícias vindas a público, o espólio de Sophia de Mello Breyner será doado a 26 de Janeiro de 2011 pela família da escritora à Biblioteca Nacional. No mesmo dia, se inaugurará uma exposição sobre a sua vida e obra.
Nesse espólio, existem cadernos que contêm poemas escritos a lápis ou tinta permanente, datados da adolescência de Sophia, do período entre 1932 e 1941.
Revelam os esboços dos primeiros poemas de Sophia. Numa folha solta, dobrada de um desses cadernos, está mesmo o primeiro poema escrito, intitulado “Primeira noite de verão”.
«Comecei a escrever numa noite de Primavera, uma incrível noite de vento leste e Junho. Nela o fervor do universo transbordava e eu não podia reter, cercar, conter-nem podia desfazer-me em noite, fundir-me na noite.
No gume da perfeição, no imenso halo de luz azul e transparente, no rouco da treva, na quasi palavra de murmúrio da brisa entre as folhas, no íman da lua, no insondável perfume das rosas, havia algo de pungente, algo de alarme.Como sempre a noite de vento leste misturava extasi e pânico».
(Primeira noite de Verão, 9/5/1934).

Leio até me arderem os olhos

Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O Livro de Cesário Verde.

Alberto Caeiro, in O Guardador de Rebanhos

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Dia Original

                                                
                                           Há muitas coisas espantosas,
                                           mas nada há mais espantoso do que o homem.
                                           (Sófocles, in Antígona)