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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Helena Marques

Neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema e, no final, encontrar o título (3 palavras nas horizontais) de uma obra da jornalista e escritora portuguesa Helena Marques (1935-2020).

De antecedentes madeirenses, nasceu em Carcavelos no dia 19 de Outubro de 1935. Morreu em 19 de Outubro de 2020, justamente no dia em que celebrava 85 anos de idade.

Exerceu jornalismo durante 36 anos, iniciando a sua carreira no Diário de Notícias do Funchal e terminou-a no Diário de Lisboa, onde foi directora-adjunta de 1986 a 1992.

Foi também escritora, sendo o seu primeiro livro, "O Último Cais", publicado em 1992. "O Bazar Alemão" (2010) foi o seu último livro.

A 28 de Junho de 2001, foi agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Magno │Amadora

HORIZONTAIS: 1 – Fronteira; Nascida. 2 – Mais [antiquado]; Rato; Descortiçamento. 3 – Laguna; Ruínas [figurado]. 4 – Pose; Lava áspera e escoriácea constituída por fragmentos irregulares [Geologia]; Impaciência. 5 – Tormentos [figurado]; Ligai. 6 – Estas; Mulher adorada; Variante do pronome pessoal ou demonstrativo a…. 7 – Séquito; Excitar [figurado]. 8 – Espere com ansiedade [Madeira]; Forma reduzida de bissexual; Interjeição que exprime surpresa. 9 – Que tomou assento; Resplendor [figurado]. 10 – Uni; Princípio [figurado]; Porque [arcaico]. 11 – Trabalhas [Angola]; Ódios.

VERTICAIS: 1 – Libertinagem; Pessoas notáveis na sua especialidade [figurado]. 2 - Acolá; Dita. 3 – Porcelana antiga de cor amarela e de origem chinesa; Nefrítico. 4 – Sesso; Engano [figurado]; Dona de bordel [antiquado, gíria]. 5 – Obro; Umbigada [Angola]. 6 – Ala; Língua artificial semelhante ao esperanto…. 7 – Pequeno vulcão que expele lama e gases salgados [Geografia]; Parte. 8 – Interjeição que exprime esforço para levantar um peso; Embarcação de recreio, de motor ou de velas [Náutica]; Aqueles. 9 – Posição intermédia entre dois extremos [figurado]; Vê. 10 – Olaré [interjeição, popular]; Fútil [figurado]. 11 – Descrédito; Troca-tintas [regionalismo].

Clique Aqui para abrir e imprimir o PDF com o passatempo.

O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Fevereiro, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

Vemo-nos por aqui?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Devaneios cruzadísticos │ José Saramago (revis.)

"O Ano da Morte de Ricardo Reis" é o título de uma obra do escritor português José Saramago, pedido com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Janeiro de 2026.

José Saramago foi muito engenhoso na arquitectura da narrativa, assentando-a em dois pilares.

Primeiro, ele parte de um enigma. Fernando Pessoa escrevera em 13/1/1935 «Ricardo Reis nasceu em 1887 (não me lembro do dia e mês, mas tenho-os algures), no Porto, é médico e está presentemente no Brasil (…) Reis de um vago moreno mate (…) Ricardo Reis, educado num colégio de jesuítas, é, como disse, médico; vive no Brasil desde 1919, pois se expatriou espontaneamente por ser monárquico. É, um latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria.». O que aconteceu a Ricardo Reis? Saramago vai decifrar esse enigma.

Segundo, Saramago admirava muito Fernando Pessoa e era um grande leitor da sua poesia que muito apreciava. Porém, alguns poemas de Pessoa deixavam-no nervoso. E um deles era de Ricardo Reis: “Sábio é o que se contenta com o espectáculo do Mundo”. Saramago pergunta: Contemplar é sábio? O que dizes? Não percebe a personagem que é assim uma soma de passividade, silêncio sábio e puro espírito. Anda daí, Pessoa, que te vou mostrar o mundo, a ver se acabas mais sábio ou simplesmente acabas invadido de tristeza e de dor, se não quiseres reagir. 

Saramago cria a sua versão alternativa da história, a que poderia ter sido, fazendo uso de informações oficiais e misturando-as com fontes oficiosas. Era o que Saramago achava que se tinha de fazer. E, então, Saramago mostra-lhe o espectáculo do Mundo no ano de 1936, o ano em que se incuba o ovo da serpente, se gera o nazismo, o fascismo, começa a Guerra da Espanha, estão a começar todas essas ditaduras e tragédias que atravessaram o séc. XX.

Então, Saramago põe Ricardo Reis, não existente, existente. E põe o Fernando Pessoa, já morto, vivo. Aqui, Saramago “inventa” uma teoria que lhe dá jeito para a narrativa: nos 9 meses seguintes à morte, ainda não se está morto de todo. E, assim, fá-los dialogar e fá-los percorrer a cidade de Lisboa. Percorre a poesia de Pessoa ortónimo e de outros (João de Deus, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, etc...) Fala de Pessoa, fala do Mundo, fala de nós. 

O ano da morte de Ricardo Reis, segundo José Saramago, aconteceu exactamente no dia 10 de Setembro de 1936. Mais não fosse, ficamos todos aliviados do enigma deixado pelo poeta da Mensagem.  


Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Buckhaje; Caba; Candy; Donanfer II, El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Filomena Alves; Fumega; Gilda Marques; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O Louco de Deus no Fim do Mundo


Cheguei ao fim do livro "O Louco de Deus no Fim do Mundo", do escritor espanhol Javier Cercas. Li este livro de rajada, o que já não acontecia há muito tempo. O Louco de Deus é o Papa Francisco e o Fim do Mundo é a Mongólia, que o Papa visitou entre 31 de Agosto e 4 de Setembro do ano de 2023.

Javier Cercas declara-se ateu e anticlerical. É, segundo as suas palavras, um laicista militante, um racionalista obstinado, um ímpio inveterado.

Todavia, escreveu este livro para contar a viagem que fez até à Mongólia com o velho vigário de Cristo na Terra, disposto a interrogá-lo acerca da ressurreição da carne e da vida eterna. Foi para isso que ele acompanhou o Papa Francisco para lhe perguntar se a mãe, profundamente católica, verá o seu pai depois da morte.

No avião, a caminho da Mongólia, o escritor - um louco sem Deus segundo as suas palavras - teve oportunidade de falar a sós com o Papa, tendo formulado a pergunta que o motivou a entrar nesta peregrinação:
«...a minha mãe tem noventa e dois anos. Eu não sou crente mas ela é. Muito crente. E tem a certeza de que, ao morrer, se reunirá com o meu pai. De modo que eu gostaria de o interrogar sobre isto. Quero saber a verdade que, depois de morrer, a minha mãe vai ver o meu pai. Quero interrogá-lo sobre a ressurreição da carne e a vida eterna. E quero levar à minha mãe a sua resposta».

Este diálogo tem lugar a meio da narrativa e o autor não nos dá a conhecer a resposta do Papa Francisco. Mais à frente, quando um amigo lhe pergunta qual foi a resposta do Papa, ele responde: «Amigo, tens que ler o livro...e tens que o ler até ao fim».

E assim é. As últimas 12 páginas foram lidas, confesso, em grande sobressalto. Ao começar, perguntei-me: "Meu Deus, quando chegar ao fim, que vai ser a minha vida, o que vou fazer amanhã?" Há livros assim.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Devaneios cruzadísticos │ José Saramago (revis.)

Evocámos aqui o escritor José Saramago em Janeiro de 2022, por ocasião das comemorações oficiais do 1º Centenário do seu nascimento. Aqui estamos de novo para, desta vez, falar de uma obra deste enorme vulto da Literatura Portuguesa. Quero dar a conhecer um livro fantástico, aquele que o acompanhou na sua última viagem. É um dos livros da minha vida.

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã. As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade, pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou».

No ano de 2007 foi criada em Lisboa a Fundação José Saramago, a qual, desde 2012, tem a sua sede na Casa dos Bicos, também em Lisboa.

José Saramago recebeu, entre vários prémios, o Prémio Camões em 1995 e, como galardão maior, o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema e, no final, encontrar o título (7 palavras nas horizontais) de uma obra (um dos livros da minha vida) do escritor português José Saramago (1922-2010).


HORIZONTAIS: 1 – Bornal [Brasil, regionalismo]; Demora. 2 – Grandeza. 3Área Protegida [sigla]; Muda; Aquelas. 4 – Catedrais; Somai; Tempo que a Terra gasta para dar uma volta em torno do Sol [Astronomia]. 5 – Contracção de De+a; Oferta; Acento. 6 – Sinal; Destruição. 7 – Tumulto [figurado]; Celebra. 8Região de Turismo do Algarve [sigla]; Rasga; Sufixo nominal, de origem grega, que exprime a ideia de caminho. 9 – Preposição que designa origem; Abençoado; Sopro. 10 – Abrótea. 11 – Soberanos; Desordem [Brasil, coloquial].

VERTICAIS:  1 – Seguras; Espicaçar [figurado].  2 – Pinoca.  3Sua Alteza [sigla]; Lentigem; Troça. 
4 – Pão [Moçambique]; Entre nós; Repetição.  5 – Discreta;  Agência Europeia  da Cooperação  [sigla]. 
6 – Falado; Robusto. 7 – Unem: Funesto [figurado]. 8 – Amarra; Aqueles; Composição poética lírica de assunto elevado, própria para ser cantada [Literatura]. 9 – Luto; Abalo; Interjeição que exprime espanto [Brasil]. 10 – Explicada. 11 – Alcance; Pequena ânfora de barro.

Clique Aqui para abrir e imprimir o PDF com o passatempo.

Produções AlegriaBreve http://alegriabreve47.blogspot.pt/ 

O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Janeiro, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

Vemo-nos por aqui?