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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Devaneios cruzadísticos │ José Régio

"Vila do Conde, espraiada/Entre pinhais, rio e mar.../-Lembra-me Vila do Conde/Já me ponho a suspirar." Foi aqui que José Maria dos Reis Pereira (é o seu verdadeiro nome) nasceu em 17 de Setembro de 1901.

Nesta cidade, passou os último anos de vida. Doente, dissera, em tempos, na «Chaga ao Lado»: "Desde que tudo me cansa/Comecei eu a viver./Comecei a viver sem esperança.../E venha a morte quando Deus quiser.". Na madrugada de 22 de Dezembro de 1969, fechou finalmente os olhos, serenamente, segundo se diz.

Um episódio surrealista que demonstra, por um lado, uma atitude profundamente corajosa de Régio e, por outro, a personalidade do poeta Pessoa. Num Domingo de Junho de 1930, José Régio e João Gaspar Simões, directores da revista literária Presença, vieram a Lisboa propositadamente para conhecer Fernando Pessoa. O encontro foi marcado para o café Montanha (já não existe, ficava na Rua da Assunção, 74, gaveto com a Rua dos Sapateiros). Todavia, quem compareceu, não foi o poeta Pessoa, mas sim o Eng. Álvaro de Campos! Simples brincadeira? Mecanismo de defesa de Pessoa, inseguro perante pessoas que não conhecia?

José Régio foi professor de francês no Liceu Nacional de Portalegre de 1929 até 1962, ano em que se reformou. Aqui passou, portanto, grande parte da sua vida, instalando-se na casa da Boa Vista, a "estranha casa/Do largo do cemitério/Frente aos ciprestes que em frente/ Mostram os céus/como dedos apontados/...".

Régio entregou-se, a partir do momento em que chegou a Portalegre, à sua tripla vida de professor, de coleccionador de antiguidades e de autor de uma obra literária monumental na literatura portuguesa.

Assim, neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título de uma obra (3 palavras nas horizontais) d0 escritor português José Régio (1901-1969).


El-Danny │ Évora

HORIZONTAIS: 1 – Estado de um negócio [figurado]; Efeito [figurado]; Dura. 2 – Averiguar; Compartimentos onde se guardam alimentos. 3 – Andar; Desorientado [Brasil]; Trata sem seriedade. 4 – Chefe político, no Oriente; Justo; Oitavo mês do calendário civil judaico…. 5 – Argolinha; Sem experiência [figurado]. 6 – Técnica e formato de compressão e arquivo de ficheiros [Informática]; Interjeição que exprime dúvida. 7 – Peça central do tampo das vasilhas ou da roda dos carros; Junta. 8 – Simpatia [figurado]; Preposição que designa adição; Graça [figurado]. 9 – Contracção de De+o; Arrulhar; Adivinhei. 10 – Torna menor; Amoeda. 11 – Símbolo de amerício; Amante [coloquial]; Vestígio.

VERTICAIS: 1 – Olha de alto [figurado]; Espiga. 2 – Chapa de vidro de várias cores… [estrangeira]; Repercutam-se. 3 – Febre intensa e intermitente [Medicina]. 4 – Cria; Feixe; Interjeição indicativa do ruído de árvore que desaba. 5 – Indignas; Digiro [figurado]. 6 – Socorro [figurado]; Suspensão coloidal [Química]. 7 – Pátio [Moçambique]; Bata. 8 – Fútil [figurado]; Assentos [popular]; Aguardente obtida da destilação do melaço depois de fermentado. 9 – Progredirmos. 10 – Patife; Choça. 11 – Agarrara; Unir por meio de pacto


Clique Aqui  para abrir e imprimir o PDF com o passatempo.


O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Outubro, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes.



sábado, 26 de setembro de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Maria Ondina Braga

"Estátua de Sal", "Amor e Morte" e "Lua de Sangue" são os títulos de 3 obras da escritora portuguesa Maria Ondina Braga, pedidos com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Setembro de 2026.

Aleme │Braga

Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; António Miragaia, Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Bicho da Letra, Buckhaje; Caba; Candy; Donanfer II, Eduarda Gonçalves; El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Filomena Alves; Fumega; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve! 

domingo, 13 de setembro de 2026

A Lisboa de Fernando Pessoa


Foi para decoração das paredes do Restaurante Irmãos Unidos, pertencente à família de Alfredo Pedro Guisado, que Almada Negreiros pintou a primeira versão do seu retrato de Fernando Pessoa (1956). Ao lado do quadro estava, na altura do encerramento (1970), uma placa de mármore com o nome de todos os fundadores da revista ORPHEU.
O quadro, de que existe cópia posterior e «invertida» (de 1964) na Fundação Gulbenkian, foi adquirido pelo banqueiro Brito e oferecido ao município. Com a sua venda, em 1970, as obras de Almada subiram, no valor de mercado, para mais do quádruplo. Alguns jornais admitiram que a licitação desta peça iria determinar o futuro valor dos inúmeros quadros de Almada em certas colecções privadas. Pouco tempo depois, a Brasileira do Chiado venderia igualmente as telas deste pintor que ornavam as suas paredes desde 1925.
O quadro de Almada seguiu para o Museu da Cidade, mudando de morada quando este passou do Palácio da Mitra para o Campo Grande. Ultimamente, foi tirado ao acervo do Museu da Cidade para adornar a chamada «Casa Fernando Pessoa».
Não consta que Fernando Pessoa apreciasse os retratos pintados por Almada Negreiros, tendo sido pouco cordial para com o «colega» logo na primeira exposição deste. Apreciava-lhe a escrita, o que é outra coisa, bem diversa.
Almada, por seu turno, nunca ousou pintar ou desenhar Pessoa enquanto este estava vivo. O primeiro retrato pessoano que fez data... do dia do funeral de Pessoa.
Mário de Sá-Carneiro, que nutria algum desprezo por Almada, escreve aflito de Paris: de modo algum deveriam deixá-lo tentar dirigir a revista «Orpheu».

Marina Tavares Dias, texto publicado no «Diário Popular» em 1987

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Maria Ondina Braga

Maria Ondina Braga foi uma escritora bracarense e profundamente cosmopolita. Nasceu em Braga, em 1922, estudou em Inglaterra e França e, como professora, viveu em Angola, Goa, e Macau, experiências que marcaram profundamente a sua personalidade e a sua escrita. Morreu em Braga, em 2003.

A sua obra é muito diversificada — poesia, conto, romance, crónica, memórias e literatura de viagens — e nela se cruzam frequentemente a viagem, a solidão, a condição feminina, a memória e o encontro entre culturas.

A sua escrita, de grande delicadeza, intimidade e dimensão autobiográfica, transforma muitas das suas experiências de viagem e de vida em matéria literária. 

Maria Ondina Braga é, de facto, uma autora que merece ser mais lida e conhecida. A sua vida invulgar — entre Braga, a Ásia, África e a Europa — oferece uma chave muito interessante para compreender a sua obra.

Assim, neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título de 3 obras (3 palavras em cada titulo, todas nas horizontais) da escritora portuguesa Maria Ondina Braga (1922-2003).

Aleme │Braga

HORIZONTAIS: 1 – Pessoa insensível; Mau cheiro. 2 – Preposição que designa origem; Malícia [figurado]; Amizade. 3 – Abrigo. 4 – Fim; Interjeição designativa de agrado e aprovação [Guiné-Bissau]; Preposição que designa matéria. 5 – Piedade; Sopro; Cio [popular]. 6 – Contusões. 7 – Desprezível; Preposição que designa modo; Gume. 8 – Mais [antiquado]; Interjeição que exprime dor; Corro. 9 – Família [figurado]. 10 – Demora; Opinião política [figurado]; Salva. 11 – Modo [figurado]; Embriagados [Angola, coloquial].

VERTICAIS: 1 – Infiltração de serosidade nos tecidos do organismo, que produz inchação [Medicina]; Degradação moral [figurado, pejorativo, plural]. 2 – Como; Navalheira. 3 – Estratagema; Advérbio que exprime ambiguidade [coloquial]. 4 – Pessoa notável na sua especialidade [figurado]; Porcos [regionalismo]; Iguala [regionalismo]. 5 – Interjeição que exprime aceitação [Brasil]; Juntou. 6 – Sufixo nominal, de origem latina, que tem sentido diminutivo; Soma; Boato [figurado]. 7 – Observe; Interjeição que exprime espanto [Brasil]. 8 – Timão da charrua; Pátria; Símbolo de rádio. 9 – Deseja; Descanso. 10 – Pé de verso grego ou latino formado de uma sílaba longa seguida de outra breve [plural]; Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de inferioridade. 11 – Odor; Mães.

Clique Aqui  para abrir e imprimir o PDF com o passatempo.

O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Setembro, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

Vemo-nos por aqui?

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Devaneios cruzadísticos │ João Tordo

"As Três Vidas" é o título de uma obra do escritor português João Tordo, pedido com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Agosto de 2026.

É uma história de amor, mistério e autodescoberta, em que a vida do protagonista se divide simbolicamente em três existências. 

João Carlos Rodrigues │Lisboa

Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; António Miragaia, Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Caba; Candy; Donanfer II, Eduarda Gonçalves; El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Filomena Alves; Fumega; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve! 

sábado, 1 de agosto de 2026

Devaneios cruzadísticos │ João Tordo

João Tordo é um dos mais reconhecidos escritores portugueses contemporâneos. Nascido em Lisboa, em 1975, formou-se em Filosofia e aprofundou estudos em Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque. 

A sua obra caracteriza-se pela exploração da identidade, da memória, da culpa e das relações humanas, combinando frequentemente elementos de suspense psicológico com uma escrita literária de grande densidade. Os seus romances destacam-se pela construção de personagens complexas e por narrativas que cruzam o quotidiano com o mistério e a reflexão existencial.

João Tordo alcançou grande projeção ao vencer o Prémio Literário José Saramago em 2009. Posteriormente recebeu também o Prémio Literário Fernando Namora em 2021. As suas obras encontram-se traduzidas e publicadas em vários países, como França, Itália, Alemanha, Espanha e Brasil.

Assim, neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título (3 palavras nas horizontais) de uma obra do escritor português João Tordo (1975).


João Carlos Rodrigues │Lisboa

HORIZONTAIS: 1 – Princípio [figurado]; Grita [popular]; Apresenta. 2 – Lixo; Aparta. 3 – Aquelas; Mais; Andar. 4 – Prefixo que exprime a ideia de privação; Destilo; Prefixo que exprime a ideia de movimento. 5 – O que, numa série, ocupa o terceiro lugar; Fedores. 6 – Observador. 7 – Parte; Espécie de bilha usada em Lunda (Angola). 8 – Forma reduzida de bicampeão; Soube; Naquele lugar. 9 – Sopro; Mio; Adivinha. 10 – Biografias; Estante de leitura. 11 – Remoinho de água [regionalismo]; Gritos de dor; Âmago.

VERTICAIS: 1 – Fútil [figurado]; Assim; Partícula. 2 – Mirar; Adolescência. 3 – Aqueles; Ave columbina africana, também chamada bango [Ornitologia]; Bate. 4 – Aqui; Canto; Dura. 5 – Sovas; Colima. 6 – Numismática. 7 – Poeta e cantor ambulante entre os Gregos antigos; Desenvolvidas. 8 – Expressão que exprime admiração [Moçambique]; Contracção de a+os; Obrigações do Tesouro [sigla]. 9 – Planta liliácea oriunda da China [Botânica]; Relativo a extremidade; Troça. 10 – Omita; Balote. 11 – Abundância; Usa-se como forma de interpelação [coloquial]; Uno.


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O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Agosto, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

Vemo-nos por aqui?

domingo, 26 de julho de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Padre António Vieira

"Sermão do Bom Ladrão" é o título de uma obra do escritor e orador português Padre António Vieira, pedido com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Julho de 2026.

Além do seu valor religioso, "Sermão do Bom Ladrão" destaca-se pelo seu carácter moral e social, reflectindo sobre a desigualdade e a falta de ética na administração pública. Vieira utiliza a eloquência e a ironia para denunciar os vícios da sociedade do seu tempo, tornando a sua mensagem intemporal.

Homotaganus │Alcáçovas

Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; António Miragaia, Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Caba; Candy; Eduarda Gonçalves; El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Filomena Alves; Fumega; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Mafirevi; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve! 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Padre António Vieira

O Padre António Vieira (1608–1697) foi um jesuíta, pregador, escritor e diplomata português, considerado uma das maiores figuras da língua portuguesa.

Nascido em Lisboa e criado em Salvador, no Brasil, destacou-se sobretudo pelos seus sermões, famosos pela eloquência, pela riqueza de imagens e pela crítica social e política.

Foi conselheiro do rei D. João IV após a Restauração da independência de Portugal, desempenhando missões diplomáticas em vários países europeus. Defendeu os cristãos-novos (judeus convertidos), combateu abusos da Inquisição e criticou a exploração dos povos indígenas no Brasil, o que lhe trouxe admiradores e inimigos.

A sua obra mais conhecida é o conjunto dos Sermões, entre os quais se destaca o Sermão de Santo António aos Peixes. Pela qualidade da sua escrita e da sua oratória, é frequentemente considerado um dos maiores prosadores da literatura portuguesa.

"Imperador da Língua Portuguesa" dele disse o poeta Fernando Pessoa.

Por isso, neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título (4 palavras nas horizontais) do ilustre Padre António Vieira.

Homotaganus │Alcáçovas

HORIZONTAIS: 1 – Monarcas; Prédica. 2 – Bago; Capela-mor de igreja. 3 – Sozinho; Encho [figurado]; Contracção de De+o. 4 – Imploro com veemência; Peso indiano (de 141 a 330 quilogramas). 5 – Brejaúba; Fileira; Massa. 6 – Que é falado; Lição. 7 – Pequena embarcação tradicionalmente usada na pesca artesanal na região de Setúbal e Sesimbra [plural]; Alegria 8 – Virtuoso; Vandalismo. 9 – Símbolo de darmstádio; Amor [popular]; Passe. 10 – Queixo; Nascer. 11 – Salteador; Valide.

VERTICAIS: 1 – Pândega [regionalismo]; Religioso muçulmano persa [Religião]. 2 – Eternidade; Brinquedo constituído por dois discos…[plural]. 3 – Progredia; Enganam-se; Base de dados [sigla] 4 – Principal; Conceder. 5 – Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de ouvido; Casa; Designação comum, extensiva a diferentes batráquios…[Zoologia]. 6 – Transpirara; Furto com rapidez [Angola]. 7 – Academia; Zumbe. 8 – Abundância; Alucinar [regionalismo]. 9 – Nociva; Fezes; Divisa. 10 – Senhoras; Desprezível. 11 – Cheiro; Interjeição que exprime satisfação.

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O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Julho, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Luís de Sttau Monteiro

"Felizmente Há Luar" é o título de uma obra do escritor português Luís de Sttau Monteiro, pedido com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Junho de 2026.

"Felizmente Há Luar" é uma peça de teatro que retrata a execução do general Gomes Freire de Andrade em 1817. Portugal atravessava então período muito difícil da sua História.
A corte está no Brasil. Havia a Regência do Reino, mas quem mandava era o inglês Beresford. Reclama-se a presença do Rei. Entretanto, Gomes Freire veio a ser implicado e acusado de liderar uma conspiração em 1817 contra a monarquia de D. João VI em Portugal continental. Foi detido, preso, condenado à morte e enforcado (embora tenha pedido para ser fuzilado) junto ao Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, por crime de traição à Pátria. Foi deitado ao mar, andou para cá e para lá, até o mar devolver o cadáver à praia. Os cães estavam já devorar o que restava do cadáver, quando uns soldados o enterraram no areal. Mas este homem não morreu em vão. Vários liberais se hão-de reunir no Porto, no Sinédrio, a preparar a Revolução de 1820.

Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; António Miragaia, Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Caba; Candy; Eduarda Gonçalves; El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Filomena Alves; Fumega; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve! 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Luís de Sttau Monteiro


HORIZONTAIS: 1 – Por sorte. 2 – Toca; Interjeição designativa de agrado [Guiné-Bissau]. 3 – Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de cru; Retaguardas; Interjeição que exprime espanto [Angola]. 4 – Opinião política [figurado]; Bater; Abundância. 5 – Sensual [figurado]; Suavidade [figurado]. 6 – Chamas [figurado]; Assuada. 7 – Substância branca, constituída essencialmente por óxido de cálcio…[Química]; Nitidez. 8 – Assim; Defeito; Graça [figurado]. 9 – Mais [antiquado]; Percebam [Brasil, coloquial]; Como. 10 – Acontece; Luz da Lua. 11 – Adormeces [figurado].

VERTICAIS: 1 – Terra; Devasta [figurado]. 2 – Conventual. 3 – O [arcaico]; Opositor; Símbolo de hélio. 4 – Guia [figurado]; Prejuízo; Duras. 5 – Danadas; Multidão. 6 – Pastor; Parole. 7 – Vestígio; Colecção de coisas várias [figurado, plural]. 8 – Vede; Amor [popular]; Senhora [Moçambique]. 9 – Estorvo; Internas; Símbolo de rádio. 10 – Limites [figurado]. 11 – Unir; Desgraças.

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Produções AlegriaBreve http://alegriabreve47.blogspot.pt/ 

O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Junho, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

Devaneios cruzadísticos │ José Luís Peixoto

"Em teu ventre" é o título de uma obra do escritor português José Luís Peixoto, pedido com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Maio de 2026.

Mais do que um relato religioso, o livro centra-se na perspetiva de Lúcia, uma das videntes de Fátima. Aborda a tensão na sua casa, a severidade da mãe — que exige verdade e teme o escândalo — e explora a maternidade de forma profunda e poética.

O romance transporta-nos para um Portugal profundo de 1913 a 1917. Evoca o peso da Primeira Guerra Mundial, a pobreza, os trabalhos no campo e a profunda ligação à terra e à natureza.

Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; António Miragaia, Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Caba; Candy; El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Fumega; Gilda Marques; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve! 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Devaneios cruzadísticos │ José Luís Peixoto

José Luís Peixoto nasceu a 4 de Setembro de 1974 em Galveias, Ponte de Sor. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea.

A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de idiomas e estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago com o romance "Nenhum Olhar".

Pode considerar-se que a sua obra se encontra alicerçada no género romanesco, mas tem publicado poesia, teatro e prosa em diversos géneros.

Neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título (3 palavras nas horizontais) de uma obra do escritor português José Luís Peixoto (1974).

Arjacasa │Valpaços

HORIZONTAIS: 1 – Indivíduos dinâmicos [popular]. 2 – Preposição que designa tempo; Balde. 3 – Abismo; Mais adiante; Interjeição que exprime tristeza. 4 – Escavam; Prefixo que exprime a ideia de privação; Patroa. 5 – É preso [Brasil, coloquial]; Despovoar-se. 6 – Entre nós; Aquilo que pertence à pessoa a quem se fala; Sopro. 7 – Aureola; Curem. 8 – Partida; Pacóvio [popular]; Oculta. 9 – Difícil; Exilo; Graça [figurado]. 10 – Seio; Parte traseira. 11 – Papaieira.

VERTICAIS: 1 – Somos donos de; Concordo (com). 2 – Imitação ridícula. 3 – Ramagem; Circule. 4 – Símbolo de rádio; Símbolo de milibar; Com acerto. 5 – Interjeição que exprime enfado [Angola]; Atormento [figurado]. 6 – Arrefece muito; Coisa. 7 – Academias; Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de boca. 8 – É proprietário de; Símbolo de actínio; Símbolo de érbio. 9 – Fisionomia; Gostaras de. 10 – Perder a coragem [Brasil, coloquial]. 11 – Fazer arame; Danos.

Clique Aqui para abrir e imprimir o PDF com o passatempo.

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domingo, 26 de abril de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Mário de Sá-Carneiro

"Céu em Fogo" é o título de uma obra do poeta português Mário de Sá-Carneiro, pedido com a resolução do passatempo de Palavras-Cruzadas, referente ao mês de Abril de 2026.


Participaram: Ajano; Alabi; Aleme; António Amaro; Antoques; Arjacasa; Bábita Marçal; Bela-flor; Belisa; Buckhaje; Caba; Candy; El-Danny; Elvira Silva; Feranames; Filomena Alves; Fumega; Homotaganus; Horácio; Jani; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Juse; Mafirevi; Magno; Manuel Amaro; Maria de Lourdes; My Lord; Neveiva; Odemi; Olidino; Onix, Onix I; Paulo Freixinho; Reduto Pindorama (Agagê, Joquimas e Samuca); Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Seven; Socrispim; Solitário; Somar; TRIO SUL-MINAS (Crispim, Loanco e O. K.), Virgílio Atalaya e Zabeli.

Obrigado a todos. Até breve! 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Devaneios cruzadísticos │ Mário de Sá-Carneiro

Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa a 19 de Maio de 1890. Foi poeta, contista e ficcionista, um dos mais reputados membros da Geração de Orpheu, que foi o grupo responsável pela introdução do Modernismo nas artes e letras portuguesas. O nome advém da revista literária Orpheu, publicada em Lisboa no ano de 1915.

De entre as novelas de Mário de Sá-Carneiro, A Confissão de Lúcio (1914) foi considerada por José Régio uma obra-prima, “onde estão presentes três das suas obsessões: o suicídio, o amor e o anormal avançando até à loucura”.

Na sua curta existência, escreveu também poesia, com destaque para Dispersão (1914) e Indícios de Oiro (obra publicada postumamente em 1937). 

Mário de Sá-Carneiro morreu em Paris, a 26 de Abril de 1916. Donde, a publicação deste mês lhe ser dedicada para assinalar justamente que faz 110 anos que o poeta morreu. Ficam os seus livros para que nunca fique esquecido.

Deste modo, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título (3 palavras nas horizontais) de uma obra do poeta português Mário de Sá-Carneiro (1890-1916).

HORIZONTAIS: 1 – Regas; Decoro. 2 – Esperançadas; Assento [popular]. 3 – Andar; Festa de aniversário; Muitos [figurado]. 4 – Paraíso; Mais [antiquado]; Apare. 5 – Confiança; Rogadas. 6 – Choco; Firmais. 7 – Pieira [popular]; Preposição que designa lugar. 8 – Erguer; Além; Cântico. 9 – Pretextos; Brilho; Vestígio. 10 – O [arcaico]; Ninharia. 11 – Rude; Destro.

VERTICAIS: 1 – Secular; Função. 2 – Culpada; Falsidade. 3 – Passe; Vaidosas. 4 – Estreita; Ar; Interjeição que exprime enfado. 5 – Sorte; Sufixo nominal, de origem latina, que exprime a ideia de semelhança; Completa. 6 – Traição; Voo. 7 – Defeito; Símbolo de rádio; Manobras. 8 – Aqueles; Etapa; Interjeição usada como saudação. 9 – Ardiloso; Prefixo que exprime a ideia de em frente. 10 – Chamas; Produz. 11 – Fogos; Trabalho de noite.

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Produções AlegriaBreve http://alegriabreve47.blogspot.pt/ 

O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico


Aceito respostas até dia 25 de Abril, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes. 

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terça-feira, 31 de março de 2026

Um avião para a Mongólia

Um texto lido por jornalista Fernando Alves na FSF no passado dia 27 de Março. Vale a pena ler.

Um avião para a Mongólia

«Por que nos perdemos da volúpia da palavra volúpia, do sulco aberto na página pela palavra navio? Nunca seremos suficientemente gratos a Capicua pela frondosa alegria com que acendeu na voz de Aldina Duarte a palavra araucária que uma lei omissa fechara aos domínios do fado. Abraçando-a com a curiosidade dos dias estranhamente longínquos, redescobrimos que, afinal, a copa da palavra é "um palácio".

Comecei a ler "O Louco de Deus no Fim do Mundo", o livro que serviu ao ateu, "laicista militante" e "ímpio inveterado" Javier Cercas para partilhar a viagem com o Papa Francisco até à Mongólia. Ele conta o modo como lhe foi permitido fazer ao Papa uma pergunta cuja resposta era destinada à sua mãe. "Para isso embarquei neste avião", explica Javier Cercas. "Para perguntar ao Papa Francisco se a minha mãe verá o meu pai depois da morte." Pergunta tremenda feita por alguém que confessa ser escritor porque perdeu a fé. Eis alguém que ousa o limite, a palavra inexpugnada, abdicando do poder de a instaurar, ficcionando. Afinal esse é o caminho das pedras que talvez lhe permita tactear a palavra que o Papa talvez lhe revele, durante um voo para a Mongólia. Haverá um fim do mundo das palavras?

O homem que conhece todas as palavras de todas as Babéis - ou, ao menos, a arte de lançar a rede que as contém - demora-se nas palavras de Francisco e, a dado passo, sublinha a palavra misericórdia. Ela terá sido, ainda mais do que a palavra alegria, uma das mais usadas por Francisco. Ele o disse certa vez: "Não tenhais medo da misericórdia. A misericórdia é a carícia de Deus. É o nome de Deus."

O autor de "Terra Alta" recorda que, em 2016, num encontro com jovens argentinos em Santa Fé, o Papa Francisco defendeu que "a misericórdia existe quando o coração se une à miséria do outro, quando a miséria do outro entra no nosso coração".

Como nos teremos perdido da palavra misericórdia?

Já a palavra miséria, esta palavra que o Papa usa quando diz "a miséria do outro", foi ganhando sentidos e usos avulsos. Dizemos "fulano ganha uma miséria" e queremos significar o insignificante. Miséria pode remeter para a degradação física ou para a indigência.

Mas tomemos, neste contexto, a miséria das palavras, o nosso vocabulário indigente e depauperado. A miséria das palavras foi o mote para uma recolha de "versos e alguma prosa" de Jorge de Sena, organizada por Eugénio Lisboa, logo após a morte do poeta, no final dos anos 70. Atentai nestes versos de "A miséria das palavras": "A miséria é isso: não imaginar o nome que transforma a ideia em coisa, / a coisa que transforma o ser em vida, / a vida que transforma a língua em algo mais / que o falar por falar."

Em busca desse nome transformador e da palavra que é a carícia de Deus, o ateu Javier Cercas apanhou um avião para a Mongólia.»