"Vila do Conde, espraiada/Entre pinhais, rio e mar.../-Lembra-me Vila do Conde/Já me ponho a suspirar." Foi aqui que José Maria dos Reis Pereira (é o seu verdadeiro nome) nasceu em 17 de Setembro de 1901.
Nesta cidade, passou os último anos de vida. Doente, dissera, em tempos, na «Chaga ao Lado»: "Desde que tudo me cansa/Comecei eu a viver./Comecei a viver sem esperança.../E venha a morte quando Deus quiser.". Na madrugada de 22 de Dezembro de 1969, fechou finalmente os olhos, serenamente, segundo se diz.
Um episódio surrealista que demonstra, por um lado, uma atitude profundamente corajosa de Régio e, por outro, a personalidade do poeta Pessoa. Num Domingo de Junho de 1930, José Régio e João Gaspar Simões, directores da revista literária Presença, vieram a Lisboa propositadamente para conhecer Fernando Pessoa. O encontro foi marcado para o café Montanha (já não existe, ficava na Rua da Assunção, 74, gaveto com a Rua dos Sapateiros). Todavia, quem compareceu, não foi o poeta Pessoa, mas sim o Eng. Álvaro de Campos! Simples brincadeira? Mecanismo de defesa de Pessoa, inseguro perante pessoas que não conhecia?
José Régio foi professor de francês no Liceu Nacional de Portalegre de 1929 até 1962, ano em que se reformou. Aqui passou, portanto, grande parte da sua vida, instalando-se na casa da Boa Vista, a "estranha casa/Do largo do cemitério/Frente aos ciprestes que em frente/ Mostram os céus/como dedos apontados/...".
Régio entregou-se, a partir do momento em que chegou a Portalegre, à sua tripla vida de professor, de coleccionador de antiguidades e de autor de uma obra literária monumental na literatura portuguesa.
Régio entregou-se, a partir do momento em que chegou a Portalegre, à sua tripla vida de professor, de coleccionador de antiguidades e de autor de uma obra literária monumental na literatura portuguesa.
Assim, neste mês, convido os meus amigos a resolver este problema de Palavras-Cruzadas e, no final, encontrar o título de uma obra (3 palavras nas horizontais) d0 escritor português José Régio (1901-1969).
El-Danny │ Évora
HORIZONTAIS: 1 – Estado de um negócio [figurado]; Efeito [figurado]; Dura. 2 – Averiguar; Compartimentos onde se guardam alimentos. 3 – Andar; Desorientado [Brasil]; Trata sem seriedade. 4 – Chefe político, no Oriente; Justo; Oitavo mês do calendário civil judaico…. 5 – Argolinha; Sem experiência [figurado]. 6 – Técnica e formato de compressão e arquivo de ficheiros [Informática]; Interjeição que exprime dúvida. 7 – Peça central do tampo das vasilhas ou da roda dos carros; Junta. 8 – Simpatia [figurado]; Preposição que designa adição; Graça [figurado]. 9 – Contracção de De+o; Arrulhar; Adivinhei. 10 – Torna menor; Amoeda. 11 – Símbolo de amerício; Amante [coloquial]; Vestígio.
VERTICAIS: 1 – Olha de alto [figurado]; Espiga. 2 – Chapa de vidro de várias cores… [estrangeira]; Repercutam-se. 3 – Febre intensa e intermitente [Medicina]. 4 – Cria; Feixe; Interjeição indicativa do ruído de árvore que desaba. 5 – Indignas; Digiro [figurado]. 6 – Socorro [figurado]; Suspensão coloidal [Química]. 7 – Pátio [Moçambique]; Bata. 8 – Fútil [figurado]; Assentos [popular]; Aguardente obtida da destilação do melaço depois de fermentado. 9 – Progredirmos. 10 – Patife; Choça. 11 – Agarrara; Unir por meio de pacto
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Dicionário adoptado: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao
O problema não segue, ainda, o novo Acordo Ortográfico
Aceito respostas até dia 25 de Outubro, inclusive, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes.

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