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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Palavras Cruzadas com História

Depois  do  problema  resolvido  encontre,  na diagonal,  o nome  de  um  insigne  pintor  português (2 palavras).

 
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HORIZONTAIS: 1 – Gregório (…), considerado um dos mais insignes pintores do Renascimento português; Abel (…), considerado um dos mais insignes pintores do Modernismo português. 2 – Altar cristão; Acto, efeito ou trabalho de encher de terra (Pl.). 3 – Que ou aquele que tem muitas riquezas; Descobri. 4 - Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de aurora, alvorecer, primórdios; Planta herbácea, odorífera, da família das Umbelíferas, espontânea ou cultivada, com um caule grosso e suculento, e com subespécies cultivadas para fins culinários; Existência. 5 – Sistema de antibloqueio das rodas de um automóvel (Sigla); Contracção da preposição a + o artigo definido o; Substância gorda segregada pelas abelhas e com que elas constroem os favos de mel. 6 – Brotam; Padre. 7 – Proveitoso; Alcoólicos Anónimos (Sigla); Acrescenta. 8 – Adivinhar; Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Sigla); Interjeição que exprime dor ou alegria. 9 – Nota do Tradutor (Sigla); Insípida. 10 – Perfumara; Origem. 11 – Extraias; Roseiras.

VERTICAIS: 1 – Pedra lisa, utilizada para cobrir pavimentos; Medida antiga, equivalente à braça (Pl.). 2 – Orçamento Rectificativo (Sigla); Especialista em obstetrícia. 3 – Parelha; Abandonar; Ordem dos Farmacêuticos (Sigla). 4 - Caminhava; Artigo definido que antecede um nome, indicando referência precisa e determinada (forma arcaica); Conferência Mundial de Energia (Sigla). 5 - Enchem; Repreensões (sentido figurado). 6 – Escondo; Aplicar. 7 – Calculo; Pisar. 8 – Argola; Nádegas; Potência de Hidrogénio (Sigla). 9 – Nota de Redacção (Sigla); Existirá; Contracção da preposição a + o artigo definido os. 10 – Suportada; Ande. 11 - Empunhara; Sustentáculos (sentido figurativo).

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Palavras Cruzadas com História

Depois do problema resolvido encontre o nome de um livro do escritor Eça de Queiroz (3 palavras.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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HORIZONTAIS: 1 - Crustáceo com concha calcária, que constitui marisco muito apreciado e vive agarrado aos rochedos ou ao costado dos navios; Par. 2 – Pronuncie em voz alta o que está escrito; Chão. 3 – Dispusera em camadas; Ente. 4 -Nome da décima sétima letra do alfabeto grego (ρ, Ρ), que corresponde ao r; Negra; Grande Prémio (Sigla). 5 – Aqui; Vitrina. 6 – Eliminei; Azedo. 7 – Pôr relha em; usa-se como forma de chamamento (Interj.). 8 – Érbio (símb. Químico); Praia; Ruim. 9 - Antecede um nome, indicando referência imprecisa e indeterminada (artigo indefinido); Olhar com espanto. 10 – Bolsa; Exposição sucinta. 11 – Guarnecia de asas; Pões em silêncio.

VERTICAIS: 1 – Personagem a quem se destina uma das cartas de Fradique Mendes em A Correspondência de Fradique Mendes; Fluxo de humores. 2 – Porco; Beiras. 3 – Dama de companhia; Nome vulgar do óxido de cálcio; Fila. 4 - Série de operações militares durante uma guerra; Avenida (Abrev.). 5 - Atmosfera; Espécie de sereia dos rios e dos lagos, na mitologia dos Índios do Brasil. 6 – Lavrem; Espécie de malha formada por um entrelaçado de fios, cordas, arames, ou outro material. 7 – Leva à toa; Amerício (Símb. Químico). 8 – Pessoa notável na sua especialidade; Nome da avó de Fradique Mendes em A Correspondência de Fradique Mendes. 9 – Isolados; Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de três; Lista. 10 - Divertido; Assassina. 11 - Grosseiro; Curas.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Correspondência de Fradique Mendes

Hoje, terça-feira, foi dia do meu Grupo de Leitura se reunir e, como havíamos oportunamente combinado, falar da Correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queiroz.
 
O livro compõe-se de duas partes distintas: uma narrativa e outra epistolar (cartas).

A primeira parte, com o título de “Notas e Memórias”, faz a apresentação biográfica de um suposto intelectual português Fradique Mendes. Um narrador, que se presume ser Eça de Queiroz (repeitamos aqui a grafia da palavra tal como ele gostava), conta como, quando e onde conheceu “esse homem admirável”.

A segunda parte consta do epistolário (cartas) atribuído a Fradique, o qual se correspondia com vários amigos e eminentes intelectuais da época. Entre estes, pessoas reais (como Antero de Quental, Oliveira Martins, etc.) e personagens fictícias. 

Parece evidente que as cartas de Fradique não são cartas de um sujeito de moral tradicional. Eça consegue espicaçar a moral burguesa e bem comportada, com as suas atitudes de provocação. E consegue-o, porque até aqui neste ensaio, especialmente em duas cartas, a XI e XV, na Edição «Livros do Brasil», ficamos a esgrimir argumentos contra Fradique.

A primeira, destas duas cartas,  é dirigida a MR. Bertrand B., engenheiro, que projecta a construção de uma estrada na Palestina, entre Jericó e Jerusalém. Fradique, que critica a construção dessa estrada, desenvolve uma argumentação astuciosa e inteligente, embora errada, mas que quase convence. "Nada mais necessário na vida do que um restaurante: e todavia ninguém, por mais descrente ou irreverente, desejaria que se instalasse um restaurante, com as suas mesas, o seu tinir de pratos, o seu cheiro a guisados - nas naves de Notre Dame ou na Sé Velha de Coimbra. Um caminho-de-ferro é obra louvável entre Paris e Bordéus. Entre Jericó e Jerusalém basta a égua ligeira que se aluga por dois dracmas, e a tenda de lona que se planta à tarde, entre os palmares, à beira duma água clara, e onde se dorme tão santamente sob a paz radiante das estrelas da Síria.". Como é possível?

A segunda, dirigida a A Bento de S., director de jornal. Aqui, Fradique revela o seu cepticismo extremado quanto à forma de fazer jornalismo. Mas, fazer das críticas ao mau jornalismo a condenação do jornalismo parece totalmente injustificável. Repare-se neste exagero: "Todo o jornal destila intolerância, como um alambique destila álcool, e cada manhã a multidão se envenena aos goles com esse veneno capcioso." No entanto, Eça, estranhamente, foi por este caminho.

Mas, no final, e se calhar, acabámos por cair na armadilha que o Eça nos preparou. Porque Fradique Mendes não existe, é um bluff literário. Um bluff genial!  Apetece-nos dizer que Eça, antecipando-se uns anos a Fernando Pessoa, nos presenteia com um processo de heteronomia ou quase heteronomia.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Diálogos poéticos: F.R. Lobo & Camões

Francisco Rodrigues Lobo nasceu em Leiria, onde tem uma estátua em lugar de destaque. Aliás, ele está muito presente na cidade de Leiria, mas não devo andar longe da verdade se disser que poucos são os leirienses que já leram sequer uma página daquilo que ele escreveu. Escrita difícil. Figura esquecida, hoje. Mesmo assim, quem não conhece o poema “Cantiga”: Descalça vai para a fonte/Leonor pela verdura/vai formosa e não segura. Mas isto é plágio ou não? Camões, cerca de 60 anos antes, escrevera um poema em que a primeira estrofe é igual. O drama de Rodrigues Lobo é que, depois de Camões, as coisas já estavam todas ditas. Privilegiou a forma em detrimento do conteúdo. Morreu afogado. Como era um Cristão-Novo, logo alguém, injusta e macabramente, escreveu “Morreu afogado, quando devia ter morrido queimado”.

Descalça vai para a fonte

Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.

Luís de Camões (1524-1580)


CANTIGA

Descalça vai para a fonte,
Leanor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.

A talha leva pedrada,
Pucarinho de feição,
Saia de cor de limão,
Beatilha soqueixada;
Cantando de madrugada,
Pisa as flores na verdura:
Vai fermosa, e não segura.

Leva na mão a rodilha,
Feita da sua toalha;
Com üa sustenta a talha,
Ergue com outra a fraldilha;
Mostra os pés por maravilha,
Que a neve deixam escura:
Vai fermosa, e não segura.

As flores, por onde passa,
Se o pé lhe acerta de pôr,
Ficam de inveja sem cor,
E de vergonha com graça;
Qualquer pegada que faça
Faz florescer a verdura:
Vai formosa, e não segura.

Não na ver o Sol lhe val,
Por não ter novo inimigo;
Mas ela corre perigo,
Se na fonte se vê tal;
Descuidada deste mal,
Se vai ver na fonte pura:
Vai fermosa, e não segura.

 Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Lágrimas

Lacrimosa dies illa,
Qua resurget ex favilla.
Judicandus homo reus:
Huic ergo parce, Deus.
Pie Jesu Domine,
Dona eis requiem. Amen.

Requiem de Mozart - Lacrimosa - Karl Böhm - Sinfónica de Viena  Clique Aqui para ouvir.