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domingo, 20 de janeiro de 2013

O poema que perdeu o primeiro verso


Mais um desafio para os meus amigos. Tenho este poema da Sophia, mas acontece que perdi o primeiro verso.  

(…)
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
 
Sophia de Mello Breyner, in Mar

Não desanimem, amigos. A resolução deste problema de Palavras Cruzadas dá-nos a conhecer esse primeiro verso (6 palavras). Diverte-te. No final, poderás deliciar-te com um lindo poema da Sophia!


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HORIZONTAIS: 1 - Arqueai; Prefiram. 2 – Conjunção que significa sempre que; Deserto. 3 – Uno; Quadro; Área Protegida Regional (sigla). 4 – Preposição que introduz expressões que designam ausência, falta, privação ou exclusão; Despachar. 5 – Abismo (figurado); Decore. 6 – Bário (símbolo químico); Uniforme; Atmosfera. 7 – Gordura; Possuir. 8 – Acto de serrar; A parte mais larga dos membros dianteiros das reses (plural). 9 - Manifestação do apetite sexual, nos animais, nas épocas próprias da reprodução; Luz da Lua; A minha pessoa. 10 – Altar cristão (plural); Conjunto de partículas granulosas de natureza mineral, que se encontra no leito dos rios, dos mares, nas praias e nos desertos (plural). 11 – Braços; Gemera. 

VERTICAIS: 1 – Neste lugar; Procurar. 2 - Aguardente obtida da destilação do melaço depois de fermentado; Jeito. 3 – Entre nós; Sociedade anónima (sigla); Ribombam. 4 - Antecedente; Único. 5 – A mesma coisa; O mais (antiquado). 6 – Sufixo nominal que traduz a ideia de semelhança ou origem; Exclamação usada, de modo ríspido, para mandar alguém embora; Ultravioleta (sigla). 7 – Alcoólicos anónimos (sigla); Estaciona. 8 – Raiz; Regressarei. 9 - Atraiçoar; Estás; Andava. 10 – Esconder; European Agency for Reconstruction (sigla). 11 – Desaparecer; Génio ou entidade inspiradora de um poeta.

Clique Aqui para imprimir.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ler a poesia de Eugénio de Andrade

Se fosse vivo, Eugénio de Andrade faria hoje 90 anos. Nasceu na Póvoa de Atalaia, concelho do Fundão. Por pouco, não nasceu na aldeia em que eu nasci.

Ler a poesia de Eugénio de Andrade é passar a alma por água limpa. 

Deixo aqui a minha pequena homenagem ao poeta da imagem. “Um pássaro nascia dos seus dedos/e deslumbrado penetrava nos espaços”.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Longo foi o caminho



Miguel Torga morreu no dia 17 de Janeiro de 1995. Há 18 anos, portanto. “Longo foi o caminho e desmedidos os sonhos que nele tive”, diz o poeta no último poema que escreveu para o Diário, no dia 10 de Dezembro de 1993. 

Requiem por mim

Aproxima-se o fim.
E tenho pena de acabar assim,
Em vez de natureza consumada,
Ruína humana.
Inválido do corpo
E tolhido da alma.
Morto em todos os órgãos e sentidos.
Longo foi o caminho e desmedidos
Os sonhos que nele tive.
Mas ninguém vive
Contra as leis do destino.
E o destino não quis
Que eu me cumprisse como porfiei,
E caísse de pé, num desafio.
Rio feliz a ir de encontro ao mar
Desaguar,
E, em largo oceano, eternizar
O seu esplendor torrencial de rio.

Miguel Torga, Coimbra, 10 de Dezembro de 1993, in DiárioXVI

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O humor fino de Luís de Camões


Há uma faceta do poeta Luís de Camões que, não digo ignorada, é pouco falada. Refiro-me ao seu sentido de humor e ironia, que é bem patente em pequenos poemas. O poeta épico tem, são bem conhecidos, alguns pequenos poemas em que se reflecte um tom muito divertido e bem-humorado. Conta-se que um fidalgo de Cascais, D. António de Castro, encomendou uns versos ao nosso poeta em troca de 6 galinhas. Entregue a encomenda, o fidalgo apenas mandou entregar ao poeta meia galinha. Camões não se conteve e respondeu com esta quadra: 

Cinco galinhas e meia 
Deve o senhor de Cascais; 
E a meia vinha cheia 
De apetite para as mais.

Uma galinha no séc. XVI deveria ser uma iguaria deveras apreciada, acreditando no ditado popular que chegou aos nossos dias: "Quando o pobre come galinha, um dos dois está doente". Só assim se compreende a resposta do poeta, carregada de tanta ironia. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Palavras Cruzadas com História

Um problema de Palavras Cruzadas inspirado na exposição "As Idades do Mar" que agora terminou na Gulbenkian, onde esteve aberta ao público desde 26 de Outubro de 2012.

Palavras Cruzadas com um desafio. No final, encontrará, na diagonal, o nome de um pintor português que esteve presente na exposição.
 
 
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HORIZONTAIS: 1 – Minar; Alisa. 2 – Empunhar; Que edita. 3 – Singular; Sucedi; Região Demarcada do Douro (sigla). 4 – Tomba no calçado; Nova Ordem Económica Internacional (sigla). 5 – Anel; Tumor benigno do tecido muscular. 6 – Pseudónimo da pintora portuguesa Maria Inês Carmo Ribeiro da Fonseca (1926-1995), presente na Exposição “As Idades do Mar”. 7 – Festa comemorativa da entrada de Jesus Cristo em Jerusalém; Entregai. 8 – Aniversário de nascimento; (…) David Friedrich (1774-1840), pintor alemão, presente na Exposição “As Idades do Mar”. 9Instituto dos Arquivos Nacionais (sigla); Prefixo que exprime a ideia de posteridade, no tempo ou no espaço; Prótese Total da Anca (sigla). 10 – Maria Helena (…) da Silva (1908-1992), pintora portuguesa, presente na Exposição “As Idades do Mar”; Produzi (figurado). 11 – Nome comum a todos os corpos celestes; Violentos.

VERTICAIS: 1 – Elemento de formação de palavras que exprime a ideia lagarto; Ódio. 2 – Ignorante; Comuns. 3 – Pio das aves; Claude (…), pintor francês (1840-1926), presente na Exposição “As Idades do Mar”. 4 - Atmosfera; Isolados; Seguir. 5 - Azebre; Vantagem. 6 – Eternidade; Filtra. 7 – Acrescentei; Montões. 8Conselho de Imprensa (sigla); Espécie de casaco curto (pl.); Raiz. 9 – Estrondo; Instituto Português do Património Arquitectónico. 10 – Dispositivo electrónico que serve para ligar um terminal ou um computador a uma linha de telecomunicação; Escuro. 11 – Estava muito quente; Solicitais.

Clique Aqui para imprimir. Divirta-se.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Exposição "As Idades do Mar"

Fui, ontem, à Gulbenkian ver a exposição “As Idades do Mar”. Pretende mostrar a importância do mar na história e cultura portuguesa: o mar enquanto veículo de comunicação para a economia, a politica e a cultura. A exposição está dividida em vários núcleos, ligando o conceito idade a determinados momentos da vida do homem e do mundo. 

Estão ali presentes 89 pintores, alguns dos quais são portugueses, como, por exemplo, Amadeo de Souza-Cardoso, André Reinoso, João Vaz, António Carneiro, José Malhoa e Maria Helena Vieira da Silva. Em relação aos estrangeiros, o meu realce vai para Claude Monet, Van Goyen e Édouard Manet. 

Gostei em geral do que vi, mas aqui destaco apenas dois quadros.

O primeiro, do pintor português André Reinoso (1610-1650), que tem o titulo São Francisco Xavier Aplacando a Sede dos Companheiros de Viagem. Vê-se um jarro a ser puxado do mar com água salgada, mas que São Francisco Xavier irá transformar em água potável. Tal como Jesus transformou água em vinho nas Bodas de Caná, explicou a guia do Museu que acompanhava um grupo de visitantes. 
Este quadro pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa/Museu de São Roque, onde, aliás, eu já tivera a oportunidade de o observar, embora não tenha fixado o nome do seu autor. 

O segundo, é de um pintor estrangeiro, o francês Claude Monet (1840-1926), com o título Hotel dês Roches Noires

Explicou a guia do Museu que passou férias neste hotel, na sua infância, o escritor Marcel Proust, o que lhe permitiu, mais tarde, transferir para o romance Em Busca do Tempo Perdido muitas das imagens desse tempo. 

A exposição termina com um excerto de um poema da Sophia em que ela fala do mar, um tema muito presente na sua obra. 

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar.