Até ao próximo "devaneio"!
A minha Lista de blogues
quarta-feira, 26 de julho de 2023
Devaneios cruzadísticos │ António Quadros
sexta-feira, 14 de julho de 2023
Dá-me tempo!
sábado, 1 de julho de 2023
Devaneios cruzadísticos │ António Quadros
Vemo-nos por aqui?
segunda-feira, 26 de junho de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Joaquim Pessoa
Até ao próximo "devaneio"!
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Joaquim Pessoa
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Vemo-nos por aqui?
sexta-feira, 26 de maio de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Eduardo Lourenço (Revisitado)
Até ao próximo.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
O charadismo em Ferreira de Castro
segunda-feira, 1 de maio de 2023
O Cavador
Rouco na treva canta o galo...
— Oh, dor! oh, dor! —
Aldeão não durmas!... Vai chamá-lo,
Miséria negra, vai chamá-lo!...
— Oh, dor! oh, dor! —
Bate-lhe à porta, é teu vassalo,
Que traga a enxada, é teu vassalo,
Fantasma negro, o cavador!
O vento ulula... Tremem ninhos...
Na noite aziaga tremem ninhos...
— Oh, dor! oh, dor! —
A neve cai, fria d'arminhos...
Na escuridão, fria d'arminhos...
— Oh, dor! oh, dor! —
Passa maldito nos caminhos,
D'enxada ao ombro nos caminhos,
Fantasma negro, o cavador!
Vem roxa a estrela d'alvorada...
Vem morta a estrela d'alvorada —
— Oh, dor! oh, dor! —
Montanhas nuas sob a geada!...
Hirtas, de bronze, sob a geada!...
— Oh, dor! oh, dor! —
Torvo, inclinado sobre a enxada,
Rasga as montanhas com a enxada,
Fantasma negro, o cavador!
Cavou, cavou desde que é dia...
Cavou, cavou... Bateu meio-dia...
— Oh, dor! oh, dor! —
De pé na encosta erma e bravia,
Triste na encosta erma e bravia,
— Oh, dor! oh, dor! —
Largando a enxada, «Ave-Maria!...»
Reza em silêncio... «Ave-Maria!...»
Fantasma negro, o cavador!
Cavou, cavou na serra agreste,
D'alva à noitinha, em serra agreste...
— Oh, dor! oh, dor! —
E um caldo em prémio tu lhe deste,
Meu Deus!... seis filhos tu lhe deste...
— Oh, dor! oh, dor! —
Batem trindades... «Pai Celeste!...
Bendito sejas, Pai Celeste!...»
Reza, fantasma, o cavador!
Cavou cem montes... que é do trigo?
Gerou seis bocas... que é do trigo?
— Oh, dor! oh, dor! —
Bateu a Fome ao seu postigo...
Bateu a Morte ao seu postigo...
— Oh, dor! oh, dor! —
«Que a paz de Deus seja comigo!...
Que a paz de Deus seja comigo!...»
Disse, expirando, o cavador!
Guerra Junqueiro, in "Os Simples", Junho 91.
Devaneios cruzadísticos │ Eduardo Lourenço (Revisitado)
Vemo-nos por aqui?
sexta-feira, 28 de abril de 2023
José Malhoa (1855-1933)
quarta-feira, 26 de abril de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Almada Negreiros
Até ao próximo.
terça-feira, 25 de abril de 2023
In memoriam
sexta-feira, 7 de abril de 2023
Almada nasceu há 130 anos
“Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade.”
- José de Almada Negreiros, in ‘A Invenção do Dia Claro’
Artista multidisciplinar, dedicou-se especialmente às artes e à escrita, tendo sido artista plástico, poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo e coreógrafo. Almada Negreiros ocupa uma posição de destaque na primeira geração de modernistas portugueses. Morreu em Lisboa, no dia 15 de junho de 1970, com 77 anos de idade.
Em outubro de 2018 foi assinado, entre o Camões, I.P e a Universidade de Göttingen, na Alemanha, o protocolo de criação da Cátedra José de Almada Negreiros naquela universidade alemã, com o objetivo de intensificar e melhorar as condições para estudar português no país.
Almada Negreiros na I Conferência Futurista, abril de 1917; Domínio Público
sábado, 1 de abril de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Almada Negreiros
Vemo-nos por aqui?
domingo, 26 de março de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Natália Correia
Até ao próximo.
sexta-feira, 24 de março de 2023
Os pescadores de Sesimbra
quarta-feira, 22 de março de 2023
Natália Correia - Auto retrato
quarta-feira, 1 de março de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Natália Correia
Vemo-nos por aqui?
domingo, 26 de fevereiro de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Eugénio de Andrade
Não sei doutra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
E um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas – irmão dos pássaros –,
perder-me no ar.
Até ao próximo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
Os gatos de Eugénio de Andrade
Acerca de Gatos
Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhora dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.
Eugénio de Andrade, in Sal da Língua








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