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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Devaneios cruzadísticos - Eugénio de Andrade

Se fosse vivo, o poeta Eugénio de Andrade faria 94 anos no próximo dia 19 deste de mês de Janeiro de 2017. Morreu na cidade do Porto a 13 de Junho de 2005, após uma doença neurológica prolongada. 

Quando se soube da morte de Eugénio, dobraram sinos na Póvoa de Atalaia, vizinha da minha aldeia natal. Aqui nasceu o poeta, a 19 de Janeiro de 1923, de um amor juvenil. A mãe, Maria dos Anjos, era filha de trabalhadores modestos. O pai, de família proprietária e mais abastada, partiu para Lisboa, sem casar nem perfilhar o filho. Mais tarde,  o casamento veio a realizar-se, não durou muito, e quando o pai se dispôs a perfilhá-lo, o filho recusou.

Eugénio de Andrade fez da mãe a presença central da sua poesia, de onde o pai está quase ausente, esse pai a quem em entrevistas apenas se refere como "o senhorito do Monte da Ribeira da Orca".

Foi funcionário público desde 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspector Administrativo do Ministério das Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se na cidade de Garrett em 1950, onde viveu até ao último dia da sua vida.

Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, decorrente das inúmeras distinções e dos muitos prémios que recebeu, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana.

Como alguém já escreveu, ler a poesia de Eugénio de Andrade é passar a alma por água limpa.

Convido os meus amigos a solucionar este passatempo de palavras-cruzadas e, no final, encontrar o nome de um livro de poemas (2 palavras todas na horizontal) do poeta português Eugénio de Andrade (1923 – 2005).


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HORIZONTAIS: 1 – Aqui; Gelo. 2 – Vazia; Descalço; Manipular. 3 – Irmã [coloquial]; Calunia. 4 – Madre; Interjeição usada para interromper; Prefixo que exprime a ideia de movimento. 5 – Causa. 6 – Efectivo; Vida de vadio [popular]. 7 – Respeitante. 8 – Sufixo nominal, de origem latina, que exprime a ideia de semelhança; Sopro; Luminoso [figurado]. 9 – Estabeleces; Cura. 10 – Adoração; Estás; Gracejar. 11 – Mesquinho; Lava áspera e escoriácea constituída por fragmentos irregulares.

VERTICAIS: 1 – Ordinário; Beldades [figurado]. 2 – Seguir; Desgasto. 3 – Argolas de âncora; Estilo. 4 – Campo de estudo [figurado]; Fugi alucinadamente [regionalismo]. 5 – Prefixo que exprime a ideia de privação; Envolvera. 6 – A massa popular [figurado]; Acho. 7 – Prestígio; Escândio [simbolo químico]. 8 - Númen; Modas.– Sufixo nominal de origem latina, que ocorre em substantivos femininos que designam cargo; Esmaltar de azul. 10 – Goma resinosa obtida de muitas árvores do Oriente; Estrago. 11 – Ermida fora do povoado; Mentira [figurado].


Clique  Aqui  para imprimir.

Aceito respostas até dia 20 de Janeiro, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes.

Vemo-nos em breve? 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Devaneios cruzadísticos - Manoel de Barros

" Menino do Mato" é o título do livro de poemas do poeta brasileiro Manoel de Barros, pedido com a resolução do passatempo do mês de Dezembro.

Para melhor o conhecer, o poeta deixou-nos este

Auto-Retrato


Ao nascer eu não estava acordado, de forma que
não vi a hora.
Isso faz tempo.
Foi na beira de um rio.
Depois eu já morri 14 vezes.
Só falta a última.
Escrevi 14 livros.
E deles estou livrado.
São todos repetições do primeiro.
(Posso fingir de outro, mas não posso fugir de mim).
Já plantei dezoito árvores, mas pode que só quatro.
Em pensamento e palavras namorei noventa moças,
mas pode que nove.
Produzi desobjectos, 35, mas pode que onze.
Cito os mais bolinados: um alicate cremoso, um
abridor de amanhecer, uma fivela de prender silêncios,
um prego que farfalha, um parafuso de veludo, etc. etc.
Tenho uma confissão: noventa por cento do que
escrevo é invenção; só dez por cento que é mentira.
Quero morrer no barranco de um rio: - sem moscas
na boca descampada.

Manoel de Barros (Ensaios fotográficos, 2000)


E esta é a solução completa do problema:


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Respostas de: Aleme; António Amaro; Antoques; Arjacasa; Bábita; Baby; Caba; Corsário; Dupla Algravia (Anjerod e Mister Miguel); El-Nunes; Elvira Silva; Fumega; Gilda Marques; Homotaganus; Horácio; Jani; João Alberto Bentes; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Lurdes Polido; Mafirevi; Magno; Manuel Amaro, Manuel Carrancha; Manuel Ramos; Olidino; Osair Kiesling; Paulo Freixinho, Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Salete Saraiva e Virgílio Atalaya.

Até breve!