A minha Lista de blogues
sexta-feira, 28 de abril de 2023
José Malhoa (1855-1933)
quarta-feira, 26 de abril de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Almada Negreiros
Até ao próximo.
terça-feira, 25 de abril de 2023
In memoriam
sexta-feira, 7 de abril de 2023
Almada nasceu há 130 anos
“Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade.”
- José de Almada Negreiros, in ‘A Invenção do Dia Claro’
Artista multidisciplinar, dedicou-se especialmente às artes e à escrita, tendo sido artista plástico, poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo e coreógrafo. Almada Negreiros ocupa uma posição de destaque na primeira geração de modernistas portugueses. Morreu em Lisboa, no dia 15 de junho de 1970, com 77 anos de idade.
Em outubro de 2018 foi assinado, entre o Camões, I.P e a Universidade de Göttingen, na Alemanha, o protocolo de criação da Cátedra José de Almada Negreiros naquela universidade alemã, com o objetivo de intensificar e melhorar as condições para estudar português no país.
Almada Negreiros na I Conferência Futurista, abril de 1917; Domínio Público
sábado, 1 de abril de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Almada Negreiros
Vemo-nos por aqui?
domingo, 26 de março de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Natália Correia
Até ao próximo.
sexta-feira, 24 de março de 2023
Os pescadores de Sesimbra
quarta-feira, 22 de março de 2023
Natália Correia - Auto retrato
quarta-feira, 1 de março de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Natália Correia
Vemo-nos por aqui?
domingo, 26 de fevereiro de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Eugénio de Andrade
Não sei doutra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
E um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas – irmão dos pássaros –,
perder-me no ar.
Até ao próximo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
Os gatos de Eugénio de Andrade
Acerca de Gatos
Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhora dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.
Eugénio de Andrade, in Sal da Língua
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
Devaneios cruzadísticos │ Eugénio de Andrade
Toda a manhã procurei uma sílaba.
Só ela me podia defender
In Ofício de Paciência
Convido os meus amigos a solucionar este passatempo de palavras-cruzadas e encontrar, a final, o título (4 palavras nas horizontais) de uma obra do poeta português Eugénio de Andrade (1923-2005).
Vemo-nos por aqui?
domingo, 22 de janeiro de 2023
Ouvir a voz de Deus
(de Frederico Lourenço, in fb de 22/1/2023)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
No centenário do nascimento de Eugénio de Andrade
terça-feira, 27 de dezembro de 2022
Devaneios cruzadísticos │ Eça de Queiroz
Até ao próximo.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
Vem aí o Natal
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.
Ah!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão, in "Antologia Poética"
terça-feira, 13 de dezembro de 2022
Vem aí o Natal!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
Lisboa, nos passos de Eça de Queiroz
Um passeio por alguns pontos da cidade de Lisboa na companhia de Eça de Queiroz:
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
Devaneios cruzadísticos │ Eça de Queiroz
Vemo-nos por aqui?
sábado, 26 de novembro de 2022
Devaneios cruzadísticos │ António Gedeão
"Lágrima de Preta" é o título de um poema do do poeta português Antonio Gedeão, pedido com a resolução do passatempo de palavras cruzadas, referente ao mês de Novembro de 2022.
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão, "Poemas escolhidos", Lisboa, Sá da Costa, 1997
Até ao próximo.


















